Diário — 9 de junho de 2026
Mobilizar uma vila para salvar a sua igreja
Quando 40% dos contributos vêm de quem vive a menos de dez quilómetros, a obra deixa de ser um assunto de técnicos.
O modelo da Silhar foi pensado para turistas: ouves a história do lugar que visitas e deixas um euro para o restaurar. Mas num dos projetos em curso, quase metade dos contributos veio de quem vive ao lado.
A explicação é simples. Quando a comunidade decide qual é o próximo restauro, quem vive perto vota, partilha e volta a contribuir. A obra deixa de ser um assunto de técnicos e passa a ser um assunto de vizinhos.
É este o efeito que mais nos interessa medir nos próximos meses: quantas pessoas de cada concelho contribuem para o património do seu próprio concelho.
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