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Diário — 21 de agosto de 2026

Sete lugares que podem não estar aqui em 2040

Fizemos as contas ao que está classificado, ao que está em risco e ao que ninguém tem orçamento para segurar. Um roteiro pouco alegre, com uma boa notícia no fim.

Castelo de Montemor-o-Velho

Portugal tem mais de quatro mil imóveis classificados. Uma parte deles está em bom estado; outra parte vive de remendos; e há um grupo pequeno, mas teimoso, de lugares que se degradam à vista de todos, sem que ninguém tenha orçamento para os segurar. Fomos ver sete deles, de norte a sul.

Não são ruínas românticas. São igrejas com o telhado a ceder, muralhas com panos a abrir, azulejos a cair da parede a cada inverno. Em quase todos os casos, a obra necessária custa menos do que se imagina — o problema é que ninguém a paga.

A boa notícia: em três destes sete lugares já há um audioguia Silhar instalado, e o contributo de quem os visita está a financiar o projeto de conservação. Nos outros quatro, estamos a falar com os municípios. Se conheces um destes lugares, ouve-o. É a forma mais simples de o manter de pé.