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Diário — 31 de julho de 2026

Como se repõe um azulejo que já não se fabrica

A cor cozida no século XVIII não se compra. Fomos ver como se aproxima dela sem falsificar a peça.

Fachada da Igreja de São Lourenço, Almancil

Quando um painel de azulejos setecentista perde peças, a tentação é substituí-las por cópias. Mas o azul de cobalto cozido em 1740 não existe em catálogo, e uma peça nova demasiado perfeita mente sobre a idade da parede.

Na Igreja de São Lourenço, em Almancil, os conservadores optaram por uma solução honesta: as peças em falta são refeitas com pasta e vidrado próximos dos originais, mas com um tom ligeiramente mais neutro, que um olhar atento distingue e um olhar distraído não estranha. É a regra da reintegração reconhecível.

O restauro, financiado com contributos de audioguias, está em obra desde julho. Podes acompanhar as contas na página dos projetos.

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